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giroeconomiconews > Mercado Financeiro > Petrobras mantém preços mesmo com Brent acima de US$ 90
Mercado Financeiro

Petrobras mantém preços mesmo com Brent acima de US$ 90

Última atualização: 04/03/2026 5:42 pm
Lucas Cezário
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Tensão geopolítica eleva o Brent, mas estatal segura reajuste nas refinarias

Petrobras — Em comunicado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) divulgado na noite de quinta-feira, a estatal reafirmou a política comercial anunciada em maio de 2023, mantendo os preços de gasolina e diesel inalterados apesar do petróleo Brent superar a marca de US$ 90 o barril. A nota, que também foi repercutida em transmissão da Band, responde a questionamento sobre possível defasagem em relação ao mercado externo.

Índice de Conteúdos
  • Tensão geopolítica eleva o Brent, mas estatal segura reajuste nas refinarias
  • CVM aperta o cerco após reportagens sobre defasagem
  • Impacto no caixa da estatal e no bolso do motorista
  • Em resumo: Petrobras diz que segue ajustando preços “sem periodicidade definida”, protegendo consumidor da volatilidade cambial e das cotações internacionais.
  • Relatório interno contesta cálculos de analistas que apontam perda de até 10% por litro vendido.

CVM aperta o cerco após reportagens sobre defasagem

O ofício da autarquia citou matéria do Brazil Journal apontando que a defasagem entre o valor cobrado nas refinarias e o preço de importação já ultrapassaria 15%. Em resposta, a Petrobras reiterou que “não reconhece” esses números e que eventual ajuste só ocorrerá após análise técnica de custos de refino e logística. De acordo com a Reuters, a tensão no Oriente Médio elevou o Brent a patamares não vistos desde novembro, pressionando margens de importadores independentes.

“Os reajustes continuam sendo feitos sem periodicidade definida, evitando o repasse da volatilidade conjuntural do mercado internacional e da taxa de câmbio”, registrou a companhia no fato relevante.

Impacto no caixa da estatal e no bolso do motorista

Ao não repassar imediatamente a escalada do Brent, a Petrobras preserva o preço nas bombas e a popularidade do governo, mas comprime a geração de caixa no curto prazo. Em 2022, quando adotava a Paridade de Importação, a companhia reportou margem Ebitda de 45%. Analistas calculam que, sob o modelo atual, cada alta de US$ 1 no barril sem repasse pode reduzir o Ebitda anual em R$ 1,3 bilhão.

No cenário macro, o Banco Central monitora o comportamento dos combustíveis porque um aumento de 5% na gasolina costuma adicionar até 0,25 ponto percentual ao IPCA. Caso a estatal decida reajustar preços depois, o efeito-rebote pode coincidir com a próxima reunião do Copom, complicando a trajetória de queda da Selic.

O que você acha? A estratégia de segurar preços protege o consumidor agora ou apenas adia um ajuste inevitável? Para mais análises sobre petróleo e mercado de capitais, acesse nossa editoria especializada.


Crédito da imagem: Divulgação / Reuters

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Feito PorLucas Cezário
Especializado na cobertura ágil e em tempo real do cenário macroeconômico, Lucas acompanha de perto a Bolsa de Valores (B3), decisões sobre taxas de juros (Selic), inflação e flutuações cambiais. Com um olhar clínico para dados, ele entrega notícias factuais e de impacto direto, fundamentais para quem precisa se antecipar às tendências da economia brasileira e global.
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