Fenômeno natural surpreende veranistas e pressiona setor de serviços local
CETESB — O órgão ambiental paulista confirmou, recentemente, que a coloração rubra vista em Ilhabela e no Canal de São Sebastião resulta da multiplicação do microrganismo Mesodinium rubrum, acendendo sinal de alerta para turistas e comerciantes da região.
- Em resumo: maré vermelha não é tóxica, mas recomenda-se evitar banho e esportes náuticos nas áreas afetadas.
Por que o mar ficou vermelho neste outono?
De acordo com técnicos da agência, a combinação de nutrientes em excesso, temperatura acima da média e variações nas correntes marítimas favoreceu o “bloom” de algas. Em episódios similares, reportagem do Valor Econômico apontou queda de até 12 % na ocupação hoteleira quando o fenômeno persiste mais de uma semana.
Mesodinium rubrum altera a transparência da água e pode reduzir o oxigênio dissolvido, impactando peixes e, por tabela, a pesca artesanal — Boletim técnico da CETESB (03/04/2026).
Efeito cascata: do bolso do banhista ao caixa das pousadas
A rede de bares de praia já registra cancelamentos, segundo a associação comercial local. Caso o tom avermelhado dure todo o feriado prolongado, estimativas indicam perda de até R$ 4,5 milhões na receita turística do Litoral Norte, valor equivalente a 8 dias de movimento em alta temporada de verão.
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Crédito da imagem: Reprodução / Rafael Mesquita