Do vapor ao motor digital: a ousadia que esculpiu Salvador em dois níveis
Prefeitura de Salvador – Inaugurado em 1873, o Elevador Lacerda alcança 150 anos como elo vital entre a Cidade Alta e a Cidade Baixa, mantendo a impressionante média de quase 1 milhão de usuários por mês e injetando fôlego ao turismo, ao comércio portuário e à arrecadação municipal.
- Em resumo: monumento evoluiu do vapor à tração eletromecânica, reduzindo um desnível de 72 m em 30 segundos.
Do vapor às cabines digitais: engenharia que atravessa séculos
Quando Antônio de Lacerda fincou duas torres no granito do penhasco, a propulsão a vapor importada da Europa era tecnologia de ponta. A virada ocorreu em 1930, com motores elétricos em estilo Art Déco; hoje, sistemas digitalizados monitoram cabos e freios em tempo real, segundo dados compilados pelo Valor Econômico.
Entre 1873 e 2024, a capacidade saltou de 24 para 128 passageiros por viagem, suportando mais de 900 mil travessias mensais — um crescimento de 3.650% frente à operação original.
Turismo e caixa municipal: por que o elevador ainda paga a própria conta
Além da tarifa simbólica, o fluxo diário de visitantes impulsiona restaurantes, artesanato e hotéis no entorno do Mercado Modelo. Em 2023, o setor de serviços respondeu por 73% do PIB soteropolitano, de acordo com dados do IBGE, e o Lacerda é parte crucial desse resultado. A Secretaria de Mobilidade calcula que cada R$ 1 investido em manutenção retorna até R$ 8 em receita turística indireta.
O que você acha? O Elevador Lacerda deve ganhar novas cabines panorâmicas ou preservar integralmente o visual Art Déco? Para mais análises sobre infraestrutura e negócios urbanos, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Prefeitura de Salvador