Sistema instantâneo brasileiro quer derrubar tarifas internacionais
Banco Central do Brasil – Em meio a críticas de Donald Trump, o BCB confirmou que levará o Pix para transações entre países até 2027, uma ofensiva que pode reduzir drasticamente as tarifas de remessa e pressionar as gigantes de cartão de crédito.
- Em resumo: Pix deve virar meio de pagamento transfronteiriço, ampliando competição e cortando custos para consumidores e lojistas.
Disputa política eleva o tom e expõe bilhões em jogo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reagiu às falas de Trump, que acusa o Pix de “distorcer a concorrência” e afetar empresas como Visa e Mastercard. Segundo levantamento da Reuters, o sistema brasileiro já movimentou mais de R$ 17 trilhões apenas em 2023, valor que desperta o interesse — e a preocupação — de players globais.
O BCB projeta que a adoção internacional pode cortar até 80% das taxas hoje pagas em remessas, abrindo um mercado de R$ 90 bilhões por ano para novos entrantes.
Impacto direto no mercado e no bolso do consumidor
Para bancos e fintechs, a expansão significará maior pressão por margens menores, mas também novas receitas em volume. Já para o varejo on-line, a possibilidade de checkout instantâneo em moedas diferentes pode diminuir o abandono de carrinhos e ampliar vendas internacionais. Especialistas lembram que outros países correm para lançar serviços semelhantes — caso do FedNow, nos EUA —, mas nenhum possui a capilaridade alcançada pelo Pix em tão pouco tempo.
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Crédito da imagem: Divulgação / Banco Central do Brasil