Processo a vapor e solvente eleva eficiência e reduz desperdício
Indústria de óleo vegetal – Recentemente, o setor adotou a combinação de prensagem mecânica e extração por hexano aquecido a 240 ºC para recuperar quase 100% da gordura das sementes de canola, estratégia que barateia a matéria-prima e influencia diretamente o preço final nos supermercados e na produção de biocombustíveis.
- Em resumo: temperatura extrema evapora o solvente e garante óleo sem resíduos, aumentando a margem das fabricantes.
Do campo à prensa: 2 milhões de sementes viram ‘flakes’ em minutos
A cada hectare colhido, cerca de dois milhões de sementes passam por limpeza industrial e secagem controlada antes de serem esmagadas por rolos de aço, formando lâminas de 0,2 mm. Essa estrutura delgada expõe mais lipídios e facilita a extração química, etapa que, segundo dados da Reuters sobre o mercado global de canola, vem sustentando recordes de oferta e de exportação.
Prensagem mecânica retira até 85 % do óleo; o hexano resgata os 15 % restantes, garantindo aproveitamento total da matéria-prima.
Refino químico e robótica: neutralidade que vale milhões
Após a extração, o óleo bruto passa por degomagem com ácido cítrico e neutralização alcalina. Argilas filtrantes removem pigmentos, enquanto a desodorização a vácuo elimina compostos voláteis, entregando um líquido dourado e sem odor. Na linha de envase, braços robóticos paletizam centenas de garrafas por minuto, etapa essencial para manter a competitividade em um cenário de inflação global de alimentos e expansão da demanda por biodiesel no Brasil.
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Crédito da imagem: Divulgação / BM&C News