Trecho gelado promete encurtar prazos logísticos entre Ásia Central e mercado chinês
Governo do Quirguistão – A recém-modernizada rodovia que corta as montanhas Tien Shan, atingindo 3.752 m no Passo de Torugart, tornou-se o trecho mais crítico – e caro – de toda a Nova Rota da Seda, afetando diretamente prazos de exportação e custos de frete na Ásia Central.
- Em resumo: altitude extrema exige obras contra permafrost e avalanches, elevando o preço do quilômetro construído.
Por que a altitude dispara o custo da infraestrutura?
Escavar rocha sólida a mais de 3.000 m, estabilizar taludes e instalar galerias antineve aumentam em até 40% o orçamento das obras, segundo estimativa citada pela Reuters. O pavimento alterna trechos asfaltados e piso de cascalho, exigindo frota 4×4 para manutenção diária.
Temperaturas caem abaixo de −20 °C no inverno, obrigando o uso de concreto aditivado e tubos de drenagem aquecidos para evitar o rompimento da via.
Ligação estratégica acelera comércio, mas expõe gargalos
Ao encurtar a rota terrestre entre Biskek e a província chinesa de Xinjiang, o corredor reduz em dois dias o trajeto de caminhões carregados de minérios e produtos agrícolas. Ainda assim, a fronteira de Torugart opera com janelas limitadas e burocracia pesada, travando parte do fluxo regional. Especialistas lembram que a Ásia Central depende de investimentos externos para duplicar pistas e instalar túneis que garantam trânsito o ano inteiro, sobretudo à medida que o degelo glacial agrava deslizamentos.
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Crédito da imagem: Divulgação / Ministério dos Transportes do Quirguistão