Visão inédita da Lua e marca histórica de distância em plena missão
NASA – Em pleno voo de 10 dias, a cápsula Orion da missão Artemis II entrou na esfera de influência lunar e, às 00h41 (Brasília UTC-3), cruzou o ponto de 406.700 km da Terra, superando o recorde da Apollo 13. O feito foi transmitido pela Record, dando ao público brasileiro um raro vislumbre do lado oculto da Lua e reafirmando o papel da agência na retomada da exploração tripulada do satélite.
- Em resumo: Primeira tripulação em 50 anos a orbitar a Lua quebra recorde de distância e fotografa regiões nunca vistas.
Lado oculto surpreende tripulação com relevo “fora do lugar”
Da janela da Orion, a astronauta Christina Koch contou que “as partes mais escuras simplesmente não estão no lugar certo”. Segundo a Reuters, ela, Reid Wiseman, Victor Glover e o canadense Jeremy Hansen compararam as crateras com mapas de estudo para decifrar a paisagem alienígena.
“Somos apenas pessoas tentando sobreviver: admiramos a Lua e logo depois procuramos um par de meias na bagunça”, brincou Koch, destacando a rotina humana em microgravidade.
Queima de motor, eclipse solar e o próximo passo rumo ao pouso
A queima crítica que retirou a embarcação da órbita terrestre validou o foguete Space Launch System, peça-chave para futuras missões que deverão levar a primeira mulher e a primeira pessoa negra à superfície lunar em 2027. Durante as seis horas de sobrevoo, a Orion chegou a apenas 7.400 km da crosta, oportunidade para imagens de crateras, cristas e antigos fluxos de lava que podem refinar modelos de formação do Sistema Solar.
O roteiro inclui ainda um eclipse solar observado do espaço: às 20h35 (Brasília) o Sol alinhar-se-á atrás da Lua, condição ideal para estudar a coroa solar e eventuais impactos de micrometeoritos. Após isso, começam três dias de retorno, com amerissagem prevista no Pacífico, perto de San Diego.
Por que o feito importa para a nova corrida espacial?
A demonstração bem-sucedida de longa duração reforça a estratégia dos EUA de estabelecer uma presença sustentada em órbita lunar, ponto de apoio para voos a Marte. Ao mesmo tempo, abre mercado para contratos bilionários de logística, telecomunicações e mineração espacial. Empresas privadas, como SpaceX e Blue Origin, disputam licitações para módulos de pouso e estações em solo lunar, sinalizando um ciclo de investimentos que pode movimentar mais de US$ 100 bilhões na próxima década, segundo projeções da consultoria Space Capital.
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Crédito da imagem: Divulgação / NASA