Biotecnologia pré-histórica promete abalar margens de grifes globais
VML – A agência norte-americana apresentou recentemente, em Amsterdã, a primeira bolsa feita com couro de Tiranossauro-rex cultivado em laboratório, material que pode reconfigurar custos, storytelling e ESG no segmento de luxo.
- Em resumo: material obtido de colágeno fossilizado torna-se alternativa sem abate para marcas premium.
Do fóssil ao closet: como o couro jurássico saiu do laboratório
Em parceria com a Lab-Grown Leather Ltd. e a The Organoid Company, a VML usou modelagem por IA para reconstruir proteínas do réptil extinto há 65 milhões de anos. O DNA sintético foi inserido em células que, na plataforma ATEP, geraram um couro estruturalmente idêntico ao tradicional. Segundo reportagem da TechCrunch, startups de biomateriais vêm atraindo capital de risco justamente por reduzir emissões e dependência da pecuária.
“Estamos desbloqueando o potencial de projetar couro de espécies pré-históricas, começando com o formidável T. rex”, afirmou Che Connon, da Lab-Grown Leather Ltd.
Por que investidores e grifes devem ficar atentos
O mercado global de artigos de couro de luxo movimentou cerca de US$ 78 bilhões em 2023, com perspectiva de avanço anual próximo a 5%, puxado pela Ásia. Ao unir exclusividade genética e apelo verde, o T-Rex Leather pode aumentar margens e abrir nova classe de ativos intangíveis, algo estratégico para conglomerados como LVMH e Richemont em um cenário de consumidores mais exigentes em sustentabilidade e rastreabilidade.
O que você acha? A ausência de abate será suficiente para convencer as grandes maisons a trocar o couro tradicional? Para mais análises sobre inovação e negócios, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Reprodução