Desperdício logístico bilionário ameaça competitividade do país
Setor de transporte rodoviário – Responsável por mais de 60% do escoamento da produção, o modal deixa escapar R$ 32,7 bilhões por ano em furtos, avarias, congestionamentos e ineficiências, segundo dados divulgados recentemente. O rombo afeta desde a etiqueta do supermercado até a rentabilidade das indústrias.
- Em resumo: prejuízo equivale a 4% do faturamento de um mercado de R$ 818,6 bilhões.
Onde o dinheiro some: da carga extraviada ao asfalto precário
Fraudes em notas fiscais, falta de rastreamento integrado e mais de 1,7 milhões de quilômetros de rodovias com manutenção atrasada formam o combo que faz o valor “sumir”. De acordo com levantamento citado pelo Valor Econômico, cada hora parada em congestionamento eleva em 1,2% o custo do frete.
Os R$ 32,7 bilhões desperdiçados poderiam pavimentar 9 mil km de estradas de alta capacidade ou financiar, por um ano, o transporte escolar de 14 milhões de estudantes da rede pública.
Por que isso mexe com inflação, juros e investimentos
Com o diesel respondendo por até 40% do custo do frete, qualquer perda adicional acaba embutida no preço final dos bens de consumo. O repasse pressiona o IPCA e força o Banco Central a manter juros elevados por mais tempo, freando investimentos produtivos. Nos últimos 12 meses, o setor já absorveu um aumento de 7,5% no custo operacional, acima da inflação geral, segundo a Fundação Dom Cabral.
O que você acha? Como reduzir o “efeito buraco” que drena bilhões e encarece a vida do consumidor? Para mais análises sobre logística e impacto econômico, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / NeoFeed