Descoberta relâmpago em restaurante agita bastidores da moda
Projeto New Face – iniciativa capitaneada pela australiana Kenz Lawrén – colocou os holofotes sobre a até então desconhecida Achol Aleu, 18, após um encontro casual em um restaurante de Sydney que já soma mais de 2 milhões de visualizações.
- Em resumo: Aleu saltou de menos de 100 para 21 mil seguidores no Instagram e 28 mil no TikTok em poucas semanas.
Seguidor não é vaidade: é moeda no mercado fashion
No universo das passarelas, alcance digital pode valer tanto quanto medidas corporais. De acordo com estudo citado pela Exame, marcas destinam até 20% do orçamento de campanhas a rostos que entregam engajamento comprovado nas redes.
A jornada para se tornar uma modelo de sucesso é uma maratona, não uma corrida de velocidade, diz Lawrén ao explicar por que busca contrato com agência especializada.
Por que a história viral importa para o bolso do setor
O episódio reforça uma tendência em curso: agências estão reduzindo custos de scouting tradicional e apostando no “talento encontrado” via redes sociais. Segundo dados da consultoria McKinsey, a digitalização do casting pode cortar até 15% dos gastos operacionais dos grandes bureaus em 2026.
Além da eficiência, a escolha de perfis como Aleu traz ganho reputacional. Diversidade ‒ especialmente de modelos negros e de origem refugiada, caso da jovem sul-sudanesa ‒ tem sido convertida em receita: coleções inclusivas apresentam crescimento de vendas até 3 p.p. acima de linhas convencionais nas maiores varejistas de moda da Oceania.
O que você acha? Histórias virais como a de Aleu criam oportunidades ou banalizam a carreira de modelo? Para acompanhar outras análises sobre o mundo dos negócios, visite nossa editoria de Negócios.
Crédito da imagem: Divulgação / Projeto New Face