Alívio nos prêmios anima, mas volatilidade geopolítica continua no radar
Tesouro Nacional – Na tarde desta segunda-feira (6), por volta das 13h40, as taxas dos títulos públicos negociados pelo Tesouro Direto renovaram mínimas de sessão, refletindo a possibilidade de um cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã que pode pôr fim à tensão no Estreito de Ormuz e reduzir o prêmio de risco exigido pelos investidores.
- Em resumo: prefixado 2029 recua a 13,71% e IPCA+ 2032 encolhe a 7,66%.
Trump impõe prazo a Teerã e curva de juros recua
A sinalização de Washington – Donald Trump manteve o ultimato que expira nesta terça-feira para que o Irã libere a passagem de navios no Estreito de Ormuz – mexeu de imediato na percepção de risco. Segundo a Reuters, mediadores apresentaram no fim de semana um plano de dez cláusulas contemplando suspensão de sanções e reconstrução da região, movimento que o governo iraniano ainda resiste em aceitar.
Por volta das 13h40, o prefixado 2029 pagava 13,71% ao ano, contra quase 14% vistos na última quinta-feira; já o IPCA+ 2032 recuava de 7,72% para 7,66% ao ano.
Selic, inflação e quanto espaço resta para as taxas caírem
Apesar do alívio pontual, analistas lembram que a trajetória dos juros locais continua atrelada à política monetária interna. Com a Selic estacionada em 10,75% ao ano e a inflação de março acumulando 4,5% em 12 meses, a expectativa majoritária é de novo corte de 0,50 ponto na reunião do Copom de abril. Se confirmado, o movimento tende a fortalecer títulos prefixados de curto e médio prazos, especialmente se o cenário externo seguir mais calmo.
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Crédito da imagem: Divulgação / Getty Images