Novo propulsor garante supercruzeiro e pressiona rivais no Pacífico
Chengdu Aircraft Corporation – Recentemente, a fabricante estatal confirmou que as últimas unidades do caça furtivo J-20 “Mighty Dragon” já decolam com os motores WS-15, desenvolvidos inteiramente na China. O upgrade resolve a principal fragilidade do projeto e pode forçar um salto nos orçamentos militares dos países vizinhos.
- Em resumo: Propulsor WS-15 dá ao J-20 velocidade supersônica sem pós-combustor, maior raio de ação e ameaça direta a AWACS e aviões-tanque adversários.
Supercruzeiro muda a matemática operacional
A autonomia extra do WS-15 reduz a necessidade de reabastecimento aéreo e amplia a zona A2/AD no Estreito de Taiwan. Segundo a Reuters, o orçamento de defesa chinês cresce acima de 7% ao ano, ritmo que sustenta a produção em massa do caça.
Relatórios internos da PLAAF indicam que o J-20 já opera a Mach 1,8 em regime de supercruzeiro, algo antes exclusivo do F-22 norte-americano.
Corrida tecnológica aquece cadeia de fornecedores
A adoção de canards ativos somada à furtividade direcional frontal mantém o RCS do J-20 mínimo nas aproximações de longo alcance. Para a indústria chinesa, isso eleva contratos com produtoras de materiais compostos e sistemas eletro-ópticos, enquanto pesos-pesados globais como Lockheed Martin e Northrop Grumman revêm seus pacotes de atualização para F-35 e B-21. Analistas lembram que, em 2023, Pequim já respondia por mais de 13% dos gastos militares mundiais, refletindo a escalada competitiva com Washington.
No curto prazo, o “Dragão Poderoso” fortalece a estratégia de negação de acesso no Mar do Sul da China, dificultando o deslocamento de porta-aviões americanos e encarecendo operações de patrulha aliadas. Para investidores, o movimento sugere maior fluxo de capital para empresas de propulsão avançada e sensores passivos, enquanto países da ASEAN aceleram pedidos de caças de 4,5ª geração para conter a disparidade tecnológica.
O que você acha? O WS-15 levará a um novo ciclo de gastos em defesa na Ásia ou a diplomacia conterá a escalada? Para mais análises de alto nível, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Força Aérea do Exército de Libertação Popular