Nova investida amplia tensão energética no Golfo Pérsico e pressiona preços globais
Israel – O governo de Tel Aviv realizou recentemente um novo bombardeio às instalações de gás e petroquímica de South Pars, no sul do Irã, comprometendo metade da capacidade produtiva do maior polo energético persa e elevando o alerta nos mercados de petróleo e gás natural.
- Em resumo: Complexo atacado responde por 50% da petroquímica e 85% das exportações do Irã.
Ataque mira coração das exportações iranianas
Segundo fontes militares israelenses citadas pela Reuters, mísseis de cruzeiro atingiram a zona industrial de Asaluyeh, situada às margens do Golfo. O ministro da Defesa, Israel Katz, classificou a operação como “potente” e crucial para sufocar o financiamento de Teerã.
Após o primeiro ataque, em março, o mesmo complexo já ficou fora do ar, provocando cortes equivalentes a 10% da eletricidade doméstica iraniana, segundo dados da Agência Internacional de Energia (AIE).
Por que o investidor deve acompanhar de perto
South Pars é estratégico não só para o Irã: o campo faz fronteira marítima com o Catar – principal fornecedor mundial de GNL –, e qualquer escalada ameaça rotas que escoam 20% do gás global. Analistas lembram que o Brent subiu 6% na semana pós-ataque de março e, agora, traders precificam prêmio de risco semelhante enquanto a Opep+ já lida com cortes voluntários na oferta.
Além disso, a resposta do Irã pode incluir retaliações a infraestrutura de aliados ocidentais na região, movimento que historicamente provoca volatilidade cambial em economias importadoras de energia e pressiona índices de inflação, como o IPCA no Brasil.
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Crédito da imagem: Divulgação / Reuters