Inflação resiliente fortalece tese de commodities e IPCA+
Somma Investimentos — dona de R$ 16 bilhões sob gestão — avalia que o choque no Oriente Médio vai manter o petróleo entre US$ 70 e US$ 80 por barril, prolongando a pressão inflacionária e premiando quem estiver posicionado em ativos reais.
- Em resumo: gestora reforça ações de energia e títulos indexados à inflação para capturar ganhos em cenário de preços altos.
Petróleo não volta ao patamar pré-conflito
Para o gestor Vitor Tartari, mesmo que haja descompressão militar, o barril dificilmente cairá ao nível anterior porque grandes economias precisarão recompor estoques estratégicos. A avaliação ecoa projeções da Reuters sobre demanda global de combustíveis, que apontam para recompras constantes ao longo de 2024.
“O que a gente acha que não acontece é o petróleo voltar para os níveis anteriores”, resume Tartari, estimando a commodity na faixa dos US$ 70-80.
Carteira combina energia no Brasil e tecnologia nos EUA
Diante de juros reais elevados e câmbio competitivo, o Brasil — onde o setor de energia responde por fatia relevante do Ibovespa — segue entre os destinos favoritos da Somma. Prio (PRIO3), Petrobras (PETR4), Axia (AXIA3) e Equatorial (EQTL3) figuram na linha de frente. A estratégia também reserva espaço para grandes techs americanas, vistas como “transformacionais” pela capacidade de escalar margens mesmo em ciclos de volatilidade.
O pano de fundo macro inclui projeções de IPCA perto de 4,5% este ano, acima do centro da meta. Ainda assim, a Somma aposta que o Banco Central tem fôlego para retomar cortes de 50 pontos-base na Selic quando o choque de oferta se diluir, movimento que tende a valorizar títulos IPCA+ já na carteira.
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Crédito da imagem: Divulgação / Somma Investimentos