Mercado respira aliviado e reprecifica risco geopolítico no Golfo
B3 – O anúncio de um cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã nesta segunda-feira desencadeou uma onda de otimismo que varreu as principais praças acionárias globais, aliviou o câmbio emergente e empurrou as cotações do petróleo para baixo, enquanto gestores recalculam o ciclo de cortes de juros.
- Em resumo: trégua no Golfo retira parte do prêmio de risco, favorece ativos de risco e pressiona commodities energéticas.
Por que a trégua muda a precificação de risco
Com o alívio imediato das tensões militares, o índice de volatilidade recuou e as curvas de juros futuros ajustaram para baixo, segundo levantamento da agência Reuters. Isso ocorre porque o conflito no Estreito de Ormuz representa cerca de 20% do fluxo marítimo global de petróleo e, sem ameaça iminente, o choque de oferta perde força.
“O prêmio de risco geopolítico que vinha inflando as cotações do barril foi parcialmente desmontado em razão da trégua”, destaca relatório de mesa de renda variável enviado a clientes.
Impacto nos juros, no câmbio e no bolso do investidor
A queda do petróleo tende a aliviar pressões inflacionárias internacionais, o que reforça a aposta de cortes adicionais nos juros americanos e abre espaço para movimentos semelhantes no Brasil, segundo analistas ouvidos pelo mercado. Historicamente, períodos de distensão no Oriente Médio costumam coincidir com valorização de moedas emergentes, favorecendo entrada de fluxo estrangeiro na bolsa.
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Crédito da imagem: Divulgação / Exame