Restauração milionária anima colecionadores e aquece o mercado de clássicos
Mercedes-Benz – Depois de três décadas abandonado em um pátio, um O-364 totalmente refeito com peças de época reacendeu a corrida por ônibus monobloco, cuja cotação já supera a de sedãs zero-quilômetro no Brasil.
- Em resumo: exemplar restaurado passou a ser negociado por cifras de seis dígitos dentro de leilões privados.
Por que o monobloco rompeu a lógica de depreciação?
O projeto integra chassi e carroceria, solução que reduziu ruídos e elevou a vida útil em estradas irregulares. Esse diferencial técnico, exaltado por engenheiros em relatório da Exame, garante hoje escassez e alta procura entre investidores do antigomobilismo.
Produzido a partir de 1978, o O-364 rodoviário entregava até 156 cv com o motor OM-352 A turbo, capaz de acumular mais de 1 milhão de quilômetros sem retífica significativa.
Valorização acelerou com a inflação de ativos alternativos
No último triênio, o Índice Fipe de Veículos Clássicos subiu 38 %, superando o CDI e atraindo capital de colecionadores que buscam diversificação fora da bolsa. A restauração fiel — volante “cálice”, painel VDO e estofamento original — é o fator que converte paixão em patrimônio líquido, apontam consultores.
Riscos e oportunidades nesse nicho pouco regulado
Embora o retorno potencial seja alto, falta padronização na certificação de peças, o que pode derrubar até 40 % do preço final segundo a Confederação Nacional do Transporte. Especialistas recomendam laudo fotográfico e histórico de manutenção para mitigar fraudes.
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Crédito da imagem: Divulgação / Mercedes-Benz