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giroeconomiconews > Mercado Financeiro > Guerras derrubam PIB em 7% e superam crises, alerta FMI
Mercado Financeiro

Guerras derrubam PIB em 7% e superam crises, alerta FMI

Última atualização: 04/08/2026 10:33 pm
Lucas Cezário
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Estudo revela feridas econômicas que se estendem por mais de uma década

Fundo Monetário Internacional (FMI) – Em análise preliminar divulgada nesta quarta-feira (8), o órgão calcula que países em conflito perdem, em média, 7% do produto interno bruto nos cinco primeiros anos de guerra, impacto superior ao de crises financeiras globais ou desastres naturais severos.

Índice de Conteúdos
  • Estudo revela feridas econômicas que se estendem por mais de uma década
  • Queda de 7% no PIB é só o começo
  • Pressão extra sobre inflação e câmbio
  • Em resumo: Conflitos armados corroem atividade, depreciam a moeda e elevam a inflação por mais de dez anos.

Queda de 7% no PIB é só o começo

O levantamento, que antecede o próximo World Economic Outlook, analisou dados de guerra desde 1946 e gastos militares de 164 países. Segundo a pesquisa, mais de 35 nações enfrentaram combates em 2024, afetando 45% da população mundial. O FMI projeta que esse choque prolongado gera desequilíbrios externos, exige mais reservas cambiais e compromete políticas fiscais, de acordo com detalhes obtidos pela Reuters.

“Perdas de produção decorrentes de conflitos persistem mesmo depois de uma década e normalmente excedem aquelas associadas a crises financeiras ou desastres naturais”, destaca o capítulo do FMI.

Pressão extra sobre inflação e câmbio

O Fundo alerta que choques bélicos tendem a depreciar a moeda local e acelerar a inflação, justamente quando bancos centrais já lidam com juros elevados pós-pandemia. Para investidores, o quadro lembra 1973 e 1991, anos em que choques de petróleo ligados a conflitos regionais elevaram custos logísticos globais e empurraram preços para cima. O Banco Mundial reforçou a preocupação: mesmo um cessar-fogo rápido traria “algum grau” de crescimento mais lento, segundo o presidente Ajay Banga.

Além disso, países vizinhos ou grandes parceiros comerciais de zonas de guerra costumam sentir reflexos em balança comercial e risco-país. Em 2022, por exemplo, a invasão da Ucrânia impulsionou o trigo a máximas históricas e obrigou governos latino-americanos a subsidiar alimentos, corroendo espaço fiscal.

O que você acha? As economias emergentes estão preparadas para outro choque de guerra? Para mais análises sobre riscos geopolíticos, acesse nossa editoria de Mercado Financeiro.


Crédito da imagem: Divulgação / REUTERS

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Feito PorLucas Cezário
Especializado na cobertura ágil e em tempo real do cenário macroeconômico, Lucas acompanha de perto a Bolsa de Valores (B3), decisões sobre taxas de juros (Selic), inflação e flutuações cambiais. Com um olhar clínico para dados, ele entrega notícias factuais e de impacto direto, fundamentais para quem precisa se antecipar às tendências da economia brasileira e global.
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