Romarias lotadas transformam fé em receita para a Serra Gaúcha
Secretaria de Turismo do Rio Grande do Sul – Inaugurado em 1963, o Santuário de Nossa Senhora de Caravaggio, em Farroupilha, já não é só patrimônio da fé católica; tornou-se peça estratégica na economia regional ao atrair centenas de milhares de visitantes a cada romaria.
- Em resumo: Capacidade para 10 mil fiéis e romarias que injetam milhões em hospedagem, gastronomia e transporte.
De capela de madeira a megacomplexo que movimenta o caixa local
O primeiro oratório erguido em 1879 deu lugar, oito décadas depois, a uma igreja de alvenaria com nave livre de pilares e torres gêmeas visíveis a quilômetros. Hoje, o complexo inclui a Sala das Promessas e um santuário histórico de 1890, estruturado para acolher grandes fluxos de peregrinos. Segundo o G1, o turismo religioso já gira cerca de R$ 15 bilhões anuais no Brasil, e Caravaggio figura na rota dos principais destinos.
A nave principal comporta até 10 mil pessoas, permitindo missas campais sem perda de visibilidade do altar, ponto crucial para romarias que ultrapassam 300 mil devotos em maio.
Impacto: hotéis lotados, vinícolas cheias e novas vagas de trabalho
Na última edição da Romaria de maio, a ocupação hoteleira em Farroupilha e municípios vizinhos chegou a 100%, de acordo com dados preliminares da Associação de Hotéis da Serra. Restaurantes típicos relataram aumento de 40% no ticket médio durante o período, impulsionados pelo combo galeto, polenta e vinhos da região. Além do turismo de fé, as romarias impulsionam o enoturismo e fortalecem pequenas propriedades familiares que vendem artesanato e produtos coloniais ao longo dos Caminhos de Pedra.
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Crédito da imagem: Divulgação / Santuário de Nossa Senhora de Caravaggio