Mercado testa nervos diante de tensão no Estreito de Ormuz e novos índices de preços
Brent – cotado a US$ 96,80 às 7h15 – volta a subir em meio à expectativa de um raro diálogo entre Irã e Estados Unidos, marcado para este fim de semana em Islamabad, enquanto investidores monitoram o IPCA de março e o CPI norte-americano em busca de pistas sobre o rumo dos juros.
- Em resumo: petróleo avança perto de 1% e inflação de Brasil e EUA sai ainda nesta manhã.
Diplomacia sob pressão eleva o barril e reacende risco inflacionário
O encontro, confirmado pela Casa Branca e acompanhado por forte esquema de segurança no Paquistão, ocorre com o fluxo de navios quase parado no Estreito de Ormuz, gargalo responsável por um quinto do comércio global de petróleo. Qualquer sinal de fracasso tende a prolongar o bloqueio e esticar ainda mais os preços da commodity.
Às 7h15 (Brasília), o Brent subia 0,92% a US$ 96,80, enquanto o WTI ganhava 0,97% a US$ 98,82 o barril.
IPCA e CPI: próximos movimentos de Copom e Fed entram em jogo
No Brasil, a mediana de 32 projeções aponta IPCA de 0,76% em março, após 0,70% em fevereiro. Se confirmado, o dado reforça o debate sobre a intensidade dos futuros cortes de Selic pelo Banco Central, que reduziu a taxa para 10,75% na última reunião. Nos Estados Unidos, economistas esperam leve desaceleração do CPI, mas o núcleo ainda acima de 3% pode adiar apostas de alívio monetário pelo Federal Reserve.
Historicamente, cada variação de US$ 10 no barril do Brent adiciona cerca de 0,4 ponto percentual à inflação anual brasileira, segundo cálculos da FGV. Com a commodity rondando os US$ 97, o impacto nos combustíveis e na cadeia logística ganha relevância justo quando o governo discute nova política de preços da Petrobras e eventual prorrogação da desoneração do diesel.
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Crédito da imagem: Divulgação / Getty Images