Pacote antiendividamento mira jovens e trabalhadores de baixa renda
Governo Federal — Em visita ao Campus Sorocaba do IFSP, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou que estudantes inadimplentes do Fies serão englobados no novo programa de renegociação de dívidas, ao mesmo tempo em que o Ministério do Trabalho estuda liberar até R$ 17 bilhões do FGTS para quitação de débitos.
- Em resumo: FGTS pode injetar R$ 17 bi na economia e Fies entra na rodada de perdão de dívidas.
FGTS vira peça-chave para quitar dívidas
Segundo a pasta do Trabalho, a proposta prevê duas frentes: liberar de R$ 9 bi a R$ 10 bi para famílias de menor renda e destravar R$ 7 bi retidos de quem antecipou o saque-aniversário. A estratégia replica modelos de renegociação adotados em outros países e, de acordo com analistas ouvidos pela Reuters, pode reduzir a inadimplência bancária já no segundo semestre.
A iniciativa pode alcançar mais de 10 milhões de trabalhadores e atenuar a pressão sobre o crédito consignado, estimou o Ministério do Trabalho.
Fies: respiro para 1,2 milhão de universitários
No caso do Fundo de Financiamento Estudantil, a equipe econômica calcula que a inadimplência supera 50% dos contratos firmados desde 2018. Ao incluir esse passivo no programa, o governo sinaliza alívio para cerca de 1,2 milhão de jovens que não conseguem regularizar sua situação e, por isso, ficam impedidos de acessar novas linhas de crédito ou concluir a graduação.
Por que isso importa para crédito e consumo
Dados do Banco Central mostram que o endividamento das famílias com o sistema financeiro bateu 48,7% da renda disponível em 2025, o maior patamar em uma década. A liberação focada do FGTS e a renegociação do Fies podem reduzir a pressão sobre juros rotativos e estimular a demanda por bens duráveis, contribuindo para a retomada do consumo num momento em que a Selic permanece em níveis elevados.
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Crédito da imagem: Ricardo Stuckert / PR