Tecnologia de bioimpressão coloca a marca no centro do crescente mercado femtech
Avon – A companhia surpreendeu o setor de cosméticos ao utilizar pele humana 3D, produzida em laboratório, como “lona” de seu novo anúncio. O movimento, revelado recentemente, reforça a estratégia da marca de captar a demanda de consumidoras no climatério e menopausa, nicho que deve movimentar bilhões de dólares nos próximos anos.
- Em resumo: pele bioimpressa de brasileiras na menopausa serve como prova real da eficácia das fórmulas, sem testes em animais.
Parceira científica e slogan que cutucam a indústria
A peça publicitária, criada pela VML, carrega o mote “Sua pele não é um teste. A nossa é”. A pele 3D foi desenvolvida em parceria com laboratórios que cultivaram células de mulheres brasileiras, permitindo mapear alterações típicas dessa fase da vida. Segundo estimativa citada pela Forbes, o mercado global de femtech pode superar US$ 60 bilhões até 2027, o que explica a pressa das gigantes de beleza em ocupar esse espaço.
“Sua pele não é um teste. A nossa é” – slogan da campanha Meno Skin, que será veiculada em mídias out-of-home interativas e canais digitais.
Menopausa em foco: pesquisa nacional e potencial de receita
Controlada pela Natura desde 2020, a Avon também firmou acordo com a Science Valley para acompanhar 1,5 mil voluntárias nas 27 capitais brasileiras. O estudo busca medir impactos biológicos, sociais e emocionais do climatério, insumo valioso para criar linhas de alta margem e consolidar a marca como referência em bem-estar feminino. Especialistas lembram que mulheres acima de 45 anos já respondem por cerca de 25% do consumo de skincare premium no Brasil, conforme dados da Euromonitor.
O que você acha? A bioimpressão pode redefinir os padrões de teste na indústria de beleza? Para mais análises sobre inovação e negócios, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Avon