Planejamento financeiro vira aliado do turismo ao espalhar o custo no tempo
XP Investimentos – Nas últimas semanas, a modalidade de consórcio de viagem voltou ao radar de quem quer fugir dos juros do cartão e garantir férias sem sustos no retorno. Ao trocar a cobrança imediata por parcelas pré-definidas, o viajante ganha previsibilidade no orçamento e foge do efeito “ressaca” das dívidas pós-viagem.
- Em resumo: o consórcio parcela a viagem sem juros e libera a carta de crédito por sorteio ou lance.
Como funciona a carta de crédito para turismo
Assim como nos consórcios de imóveis ou automóveis, o participante integra um grupo e paga mensalidades até ser contemplado. Uma vez liberada, a carta pode quitar passagens, hospedagem, pacotes e até cruzeiros, mas deixa de fora despesas cotidianas no destino, como alimentação ou compras, segundo levantamento do InfoMoney.
“Depois de contemplado, o crédito cobre passagens, hotel e passeios contratados, mas não os gastos do dia a dia”, detalha Pedro Afonso Gomes, conselheiro do Cofecon.
Selic em queda aumenta o apelo; dólar volátil exige cautela
A tendência de alívio gradual da Selic em 2024 reduz o retorno de aplicações conservadoras e faz o consórcio ganhar competitividade como reserva direcionada a metas específicas. Por outro lado, a volatilidade do dólar – que já oscilou acima de R$5,20 neste trimestre, segundo dados da Bloomberg – pode inflacionar passagens e hospedagem internacionais, exigindo margem extra no plano.
Quem possui flexibilidade de data se beneficia mais, já que a contemplação não tem prazo garantido. Para viagens com data fixa, o cartão ou o financiamento tradicional ainda oferecem previsibilidade, ainda que mais caros. Especialistas recomendam avaliar:
• Horizonte de tempo: quanto maior, maior a chance de contemplação por sorteio.
• Variação cambial: viagens internacionais podem exigir complemento de recursos.
• Política de sobra: crédito não usado costuma abater parcelas futuras, e não virar dinheiro livre.
O que você acha? O consórcio cabe no seu planejamento de férias ou a incerteza da contemplação pesa mais que os juros do cartão? Para mais guias de finanças pessoais, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Pixabay