Pix indiano dobra apostas e acirra corrida dos pagamentos instantâneos
Unified Payments Interface (UPI) – Dez anos após seu lançamento, o sistema indiano projeta romper a barreira de 1 trilhão de transações até o início de 2027, movimentando cerca de 1,44 quatrilhão de rúpias (R$ 80 trilhões) e elevando a pressão competitiva sobre o Pix e outras soluções digitais.
- Em resumo: UPI já soma 1,07 quatrilhão de rúpias e cresce rumo a 1 trilhão de transações, oito vezes o dinheiro físico em circulação na Índia.
Escalada recorde obriga concorrentes a acelerar inovação
Segundo análise da Ebanx com dados da NPCI e do banco central indiano, o avanço do UPI ultrapassa 88% do PIB local e já opera em mercados como Emirados Árabes Unidos e Singapura. O ritmo impressiona: em 2021, o valor processado superava o montante de cédulas em circulação em 1,5 vez; agora, chega a oito vezes. A projeção reforça o otimismo de analistas internacionais sobre a exportação do modelo.
“A Índia é constantemente procurada por outros países que querem entender como o UPI foi construído e como escalou”, afirma Rashmi Satpute, diretora regional do Ebanx, lembrando que o Brasil já replica a arquitetura com o Pix, hoje segundo sistema instantâneo mais usado no planeta.
Impacto macroeconômico e lições para o Brasil
A digitalização acelerada desmonta a cultura de dinheiro em espécie na Índia e vira referência para iniciativas de recorrência, como o Pix Automático, previsto para 2024. No comércio eletrônico, o UPI responde por 57% das vendas online indianas, enquanto o Pix já alcança 42% no Brasil. Caso o ritmo continue, especialistas projetam que o e-commerce brasileiro atinja US$ 516 bilhões em 2028, impulsionado pela redução de custos de liquidação e maior inclusão financeira.
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Crédito da imagem: Divulgação / NPCI