Governo acelera medidas para destravar crédito e ganhar fôlego político
Governo Federal – Em meio à escalada do endividamento das famílias, Brasília aposta num combo de iniciativas que coloca até 20% do FGTS na mesa de negociação, turbina o programa Desenrola e amplia benefícios trabalhistas, tudo para aliviar o bolso dos brasileiros e reaquecer o consumo.
- Em resumo: Desenrola ganha garantia pública, FGTS vira moeda para abater dívidas e reembolso-creche entra no contracheque.
Garantia pública impulsiona renegociação de dívidas
A versão “turbinada” do Desenrola, apresentada pelo ministro Dario Durigan, divide o público entre atrasados (60 a 360 dias) e adimplentes com renda comprometida. O Fundo de Garantia de Operações (FGO) passa a cobrir parte do risco bancário, o que abre espaço para juros menores e prazos mais longos, de acordo com dados da Reuters.
Pelo desenho atual, trabalhadores que recebem até cinco salários mínimos poderão sacar até 20% do saldo do FGTS exclusivamente para quitar débitos ou oferecer o fundo como lastro em empréstimos consignados no setor privado.
Reembolso-creche e jornada reduzida elevam renda disponível
Em paralelo, a regulamentação do reembolso-creche coloca um aporte mensal direto na conta de mães e pais empregados, reduzindo o custo fixo com cuidados infantis. Já a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais para terceirizados, iniciada em 2023 e agora ampliada, libera tempo sem cortar salário, algo pouco visto desde a reforma trabalhista.
O pacote chega num momento em que a taxa Selic caminha para novo corte e a inadimplência das famílias segue acima de 28%, segundo o Banco Central. A estratégia oficial é simples: menos juros, mais renda e confiança para o consumo voltarem a girar a engrenagem da atividade econômica.
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Crédito da imagem: Divulgação / Palácio do Planalto