Modelo enxuto de equipes e tecnologia robusta guia ofensiva global
Itaú Asset – A gestora com R$ 1,2 trilhão sob administração detalhou recentemente que a próxima perna de crescimento virá de fora do Brasil, decisão que pode mexer com a oferta de produtos para o investidor local e com a disputa por capital internacional.
- Em resumo: meta de dobrar o patrimônio depende de captar recursos no exterior, com times ultraespecializados de até três pessoas.
Equipes de nicho viram arma para atrair capital estrangeiro
O CEO Carlos Augusto Salamonde anunciou quatro novos grupos compactos, cada um dedicado a um segmento específico, reduzindo custos de entrada e encurtando o tempo até a performance mensurável. O executivo afirma que a validação passa por um painel de dados histórico de cada gestor, alinhado às melhores práticas internacionais, como mostram estatísticas de fluxo de fundos globais segundo levantamento da Reuters.
“Se a gente for dobrar o tamanho do nosso negócio, dificilmente vamos dobrar esse R$ 1,2 trilhão internamente”, disse Salamonde.
Por que o timing favorece a ofensiva do Itaú Asset
A queda gradual da Selic em 2024, combinada ao apetite de investidores estrangeiros por ativos de mercados emergentes, abre espaço para estratégias de alfa específico vindas do Brasil. Historicamente, quando o juro real recua, gestores locais buscam diferenciação fora do CDI, enquanto estrangeiros ampliam a exposição a países com fundamentos fiscais relativamente sólidos. O movimento da Itaú Asset dialoga com essa janela: amplia o cardápio para quem quer descorrelação e, ao mesmo tempo, monetiza a reputação de bom pagador que o País recuperou após o arcabouço fiscal.
O que você acha? A ofensiva internacional da maior gestora privada do País muda a forma como o investidor brasileiro será atendido? Para mais análises de mercado, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Itaú Asset