Resgate submarino recorde reabre debate sobre turismo, ciência e patrimônio
Projeto PHAROS – Em junho de 2025, arqueólogos franco-egípcios içaram 22 blocos de granito de até 80 toneladas que jaziam no porto de Alexandria havia 1.600 anos, relançando o Farol de Alexandria, uma das Sete Maravilhas do Mundo Antigo, ao centro das atenções globais.
- Em resumo: peças monumentais da entrada original foram mapeadas em 3D e recolocadas sob a água para preservação.
Como a engenharia salvou pedras de 80 t sem tirá-las do contexto
A operação combinou mergulho técnico, bolsas de ar e guindastes flutuantes, método semelhante ao usado em plataformas petrolíferas. Segundo dados da Reuters, o governo egípcio vê nas missões subaquáticas um motor para elevar a receita turística, que superou US$ 13 bilhões em 2024.
Os blocos foram escaneados “milímetro a milímetro”, permitindo modelagem 3D que já catalogou mais de 100 fragmentos do farol, afirmam os pesquisadores do CNRS.
Impacto econômico: do fundo do mar aos cofres do Egito
Especialistas em patrimônio indicam que passeios de mergulho controlados e exposições de realidade virtual podem adicionar até 8% ao fluxo de visitantes de Alexandria nos próximos cinco anos, reforçando a estratégia do país de diversificar fontes de divisas após sucessivas flutuações do preço do petróleo e da cotação do dólar.
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Crédito da imagem: Divulgação / CNRS – CEAlex