Volatilidade no crédito pressiona cotas e acende sinal amarelo
NUIF11 — O fundo de infraestrutura gerido pela Nu Asset encerrou março em queda de 1,6% na cota patrimonial, reflexo direto da disparada dos spreads de crédito e do aumento da aversão a risco no mercado corporativo.
- Em resumo: maior abertura de spreads retirou 1,8 p.p. do resultado mensal e forçou rebalanceamento defensivo da carteira.
Abertura de spreads engole rendimento em FI-Infra
Com investidores mais seletivos, o custo de captação para projetos de infraestrutura subiu e os papéis do setor perderam tração. Segundo o relatório gerencial, a combinação de vendas no secundário e menor demanda em primário impactou as curvas. Acompanhando o movimento, a disparada dos spreads de crédito virou o principal vetor de pressão.
“A expansão dos spreads, somada às operações de trading, subtraiu 1,8% do desempenho de março, enquanto as oscilações das curvas de juros adicionaram perda adicional de 1,3%”, destaca o documento da gestora.
Dividendos resistem, mas Selic e CDI redefinem estratégia
Mesmo com o baque, o fundo distribuiu R$ 1,00 por cota — yield anualizado de 13,8%, equivalente a 105% do CDI líquido. Em um cenário em que a Selic está em 10,75% ao ano e o Banco Central sinaliza cortes moderados, manter um colchão de 7% em caixa dá ao NUIF11 munição para aproveitar possíveis janelas de compra a preços descontados e preservar o equilíbrio risco-retorno. Históricos recentes de outras casas mostram que fundos que entraram líquidos em 2020 conseguiram recompor valor quando o ciclo de crédito virou.
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Crédito da imagem: Divulgação / Nu Asset