Proposta mira reduzir dívidas e movimentar R$ 17 bilhões na economia
Governo Federal – Um desenho técnico que circula nos ministérios prevê liberar até 20% do saldo do FGTS para trabalhadores que recebem até cinco salários mínimos (R$ 8.105). A estratégia, tratada como urgente em Brasília, pretende atacar o alto nível de endividamento das famílias e, de quebra, aquecer o consumo.
- Em resumo: liberação extraordinária pode colocar R$ 17 bilhões em circulação, aliviando orçamento doméstico e comércio.
Como será o saque extraordinário
Pelo esboço em análise, a retirada ficaria restrita a contas ativas e inativas, com teto de 20% do saldo individual. Caminhoneiros, motoristas de aplicativo e profissionais da construção civil também seriam contemplados. A edição de uma medida provisória é o caminho mais provável, segundo fontes que acompanham o tema. Relatórios recentes com dados do Banco Central indicam que o rotativo do cartão e o cheque especial seguem puxando a inadimplência para patamares historicamente altos.
A estimativa oficial projeta injeção de R$ 17 bilhões, volume suficiente para quitar dívidas ou amortizar crédito caro de cerca de 6 milhões de brasileiros.
Impacto no crédito e na confiança do consumidor
Se confirmado, o alívio viria em momento em que 78% das famílias relatam dívidas, de acordo com a CNC. Analistas lembram que liberações parecidas em 2017 e 2020 adicionaram até 0,3 ponto percentual ao PIB, efeito que pode se repetir dependendo da rapidez da medida. Além disso, o governo avalia vincular o saque ao pagamento de dívidas com juros acima de 400% ao ano, movimento que pode forçar bancos a renegociar condições.
O que você acha? Esta liberação ajudaria a equilibrar seu orçamento ou apenas adiaria o problema? Para mais análises e dicas de finanças pessoais, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / FDR