Economia prateada ganha força com clube de experiências para longevos
Prateados – Em fase beta na capital paulista, o ecossistema criado por Ana Boyadjian acelera para transformar a sociabilidade de pessoas com mais de 60 anos e ocupar um mercado estimado em R$ 1,8 trilhão no País.
- Em resumo: Versão de testes atende 50 participantes e deve cobrir todo o Brasil até janeiro de 2027.
Modelo B2F promete aliviar famílias e destravar consumo sênior
Ao vender assinaturas que podem ser contratadas pelos próprios longevos ou por seus filhos, o Prateados resolve o tripé lazer, segurança e logística. Segundo estudo citado pela Valor Econômico, consumidores acima de 60 anos já respondem por 25% do poder de compra doméstico – mas continuam subatendidos fora do setor de saúde.
“Prateados nasceu como um ecossistema que estimula a longevidade por meio da socialização”, afirma Boyadjian.
Expansão agressiva e lacuna de tecnologia são próximos desafios
A fundadora projeta chegar a sete praças em quatro meses e, na sequência, a todos os Estados, apoiada por patrocínios corporativos. Para dar escala, a startup desenvolve um app próprio capaz de monitorar check-ins, enviar fotos em tempo real às famílias e mapear preferências dos usuários.
O movimento se apoia em dados do IBGE: até 2030, o Brasil terá mais idosos do que crianças, tornando urgente soluções que combatam o isolamento e estimulem consumo experiencial. Já no exterior, plataformas similares movimentam centenas de milhões de dólares, sinalizando potencial de retorno a investidores domésticos.
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Crédito da imagem: Divulgação / Ana Karolina Ferreira