Peça histórica pode atrair investidores que buscam diversificação em ativos raros
Sotheby’s – A casa de leilões de Nova York marcou para 29 de junho a venda da camisa azul número 10 usada por Pelé na final da Copa do Mundo de 1958, em Estocolmo. O item, que marcou o início da hegemonia brasileira no futebol, chega ao mercado num momento em que colecionáveis de alto valor ganham status de investimento alternativo.
- Em resumo: leilão em 29/6 promete disputa milionária por memorabilia de futebol mais icônica do Brasil.
Mercado de memorabilia esportiva mira novo topo
O segmento de peças históricas do esporte movimenta cifras crescentes. Em 2022, a camisa “Mão de Deus” de Diego Maradona alcançou US$ 9,3 milhões em leilão, tornando-se o item de futebol mais caro já vendido.
“O recorde atual é de US$ 9,3 milhões, mas a aura de Pelé pode levar a peça de 1958 a um patamar ainda maior”, avalia a Sotheby’s no catálogo oficial.
Por que investidores olham para camisetas raras como hedge?
Com juros globais elevados e volatilidade em ações, parte dos investidores migra para ativos tangíveis de oferta limitada, como arte, relógios e camisas históricas. Segundo a Knight Frank, o índice de colecionáveis esportivos subiu 30% nos últimos cinco anos, superando a inflação em mercados desenvolvidos.
Além da escassez – só existe uma camisa de Pelé usada na decisão de 1958 –, a peça carrega narrativa cultural forte, fator que dispara lances de museus, fundos de memorabilia e bilionários do entretenimento. A Receita Federal dos EUA já classifica esses ativos como “bens de coleção”, tributados em alíquota diferenciada, o que exige planejamento fiscal pré-compra.
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Crédito da imagem: Divulgação / Getty Images