Juros na casa dos 2 dígitos mudam a matemática da casa própria
Banco Central do Brasil – Com a taxa Selic estacionada em 10,75% ao ano, financiar um apartamento pode custar até três vezes o valor de tabela, enquanto o aluguel permanece, em média, entre 0,4% e 0,6% do preço do imóvel. Essa disparidade reacende o dilema: pagar parcelas salgadas agora ou investir o capital e morar de aluguel?
- Em resumo: Simulação com imóvel de R$ 500 mil mostra vantagem de R$ 241 mil para quem aluga e investe o dinheiro em cinco anos.
Alugar e investir: patrimônio pode engordar rápido
Levantamento da gestora Hike Capital indica que, ao aplicar os R$ 500 mil que seriam usados na entrada ou na compra à vista em títulos conservadores pagando 12% a 15% ao ano, o locatário fecha cinco anos com ganho expressivo. Já o proprietário enfrenta prestações acima de R$ 4 mil mensais, puxadas por juros de 10% a 12%, segundo cálculo citado pela Reuters.
“Em cinco anos, o investidor‐inquilino terminou com cerca de R$ 241 mil a mais comparedo ao comprador financiado”, resume Angelo Belitardo, gestor da Hike Capital.
Financiamento: custo invisível pode chegar a 300%
Além da entrada de 20%, o comprador arca com ITBI, cartório e manutenção anual que somam até 6% do valor do bem. Num contrato de 30 anos, o desembolso total tende a triplicar o preço inicial, mesmo desconsiderando eventual valorização. Para quem sonha com estabilidade ou pensa em horizonte superior a 10 anos, contudo, ter a escritura em mãos evita reajustes de aluguel e garante patrimônio tangível – ativos imobiliários brasileiros historicamente sobem entre 3% e 5% ao ano acima da inflação.
O que você acha? Vale travar juros altos agora ou turbinar investimentos enquanto espera? Para mais guias e simulações, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: iStock / Divulgação