Por que os números de 2025 redesenham o mapa das fintechs brasileiras
C6 Bank – Os resultados consolidados de 2025 expõem um abismo de desempenho entre os grandes bancos digitais sem capital aberto. Enquanto o C6 engordou o caixa, a Neon quase zera o vermelho e a Creditas enfrenta o efeito colateral de regras contábeis mais duras.
- Em resumo: lucro de R$ 2,46 bi no C6, prejuízo encolhendo para R$ 43 mi na Neon e perdas de R$ 401,6 mi na Creditas.
C6 dispara: ROE acima de Itaú e carteira 49% maior
Com um retorno sobre patrimônio de 45% – patamar que rivaliza com bancos tradicionais –, o C6 sustentou o segundo ano seguido de lucro bilionário. A carteira de crédito saltou para R$ 89,3 bi, ancorada em consignado e financiamento de veículos, segmentos com garantia real que diluem risco. Segundo levantamento da Reuters, o apetite do varejo por linhas lastreadas em folha e automóveis ganhou tração após o ciclo de queda da Selic.
“O balanço de 2025 evidencia a solidez do nosso modelo e a capacidade de entregar ROE acima de 40%”, destacou Marcelo Kalim, CEO do C6.
Neon vira o jogo; Creditas sente o peso do IFRS 9 e aquisição do Andbank
A Neon encerrou 2025 com prejuízo de apenas R$ 43 mi, 88% menor em 12 meses. A fintech fechou o quarto trimestre no azul e aposta em inteligência artificial para escalar produtos de crédito, cujo estoque já supera R$ 7,8 bi.
Na outra ponta, a Creditas viu as perdas aumentarem para R$ 401,6 mi, pressionada pelo reforço nas provisões exigido pelas normas IFRS 9 e pelos custos de integração do recém-comprado Andbank Brasil. Ainda assim, a receita subiu 8%, para R$ 2,2 bi, e a originação anual bateu recorde de R$ 3,8 bi.
Analistas apontam que o ambiente de juros em queda – a curva DI embute Selic abaixo de 9% até dezembro – tende a baratear funding e a impulsionar carteiras de crédito com garantia, cenário que favorece modelos como o do C6 e o movimento de turnaround da Neon.
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Crédito da imagem: Divulgação / C6 Bank