Provas digitais reforçam estratégia da PF e aceleram o cerco ao banco
Banco Master – A investigação que mira o grupo financeiro ganhou tração recentemente, após o Supremo Tribunal Federal sinalizar que já possui elementos robustos para avançar sem colaborações premiadas, mudando o cálculo de risco para credores e acionistas.
- Em resumo: STF e PF veem indícios suficientes e não contam com delações para sustentar novas fases da operação.
STF aposta em dados forenses para fechar o quebra-cabeça
Três assessores do ministro André Mendonça trabalham exclusivamente no Caso Master. O material retido desde 2025 – inclusive quatro terabytes do celular do controlador Daniel Vorcaro – continua a ser destrinchado. Segundo fontes ouvidas pela reportagem, o foco atual recai sobre Daniel Monteiro, advogado considerado o “arquiteto” da engrenagem de ocultação de ativos. De acordo com a Reuters, evidências digitais costumam reduzir o valor barganhado em eventuais delações, o que explicaria a postura cautelosa do STF.
“Não é possível ficar esperando por uma delação”, resumiu uma fonte próxima ao gabinete, indicando que novos indiciamentos podem ocorrer ainda este ano.
Impacto potencial: crédito caro e vigilância maior sobre bancos médios
O episódio ocorre num momento em que a Selic segue acima de dois dígitos, elevando o custo de captação para instituições de médio porte. Escândalos de compliance tendem a espalhar desconfiança, exigindo colchões de capital mais robustos e encarecendo ainda mais o crédito ao consumidor e a pequenas empresas.
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Crédito da imagem: Divulgação / Banco Master