Achado pré-histórico pode virar motor de turismo e pesquisa nos EUA
Serviço Nacional de Parques dos EUA (NPS) – A agência confirmou recentemente a identificação de fósseis de tubarões ctenacantos com 325 milhões de anos nas galerias da Mammoth Cave, maior sistema de cavernas do planeta, acendendo o radar de universidades e do mercado de turismo científico para a região do Kentucky.
- Em resumo: dentes, espinhos dorsais e cartilagens desses predadores ficaram selados no calcário e surgem intactos agora.
Escudos naturais e dentes serrilhados revelam predadores colossais
De acordo com reportagem da Reuters, o material recuperado inclui peças com até 30 cm, sugerindo animais tão longos quanto um grande tubarão-branco atual. A equipe usou scanners 3D e cordas de rapel para mapear paredes a mais de 100 m de profundidade.
Os paleontólogos catalogaram 150 fragmentos fósseis em apenas 12 metros de galeria, volume raro para ambientes não marinhos, indicou o NPS.
Por que o achado interessa a investidores e ao turismo local?
O estado do Kentucky recebeu 72 milhões de visitantes em 2023 e, segundo o Departamento de Comércio, o segmento de turismo de natureza movimentou US$ 13,8 bilhões. A inclusão de uma “rota dos tubarões jurássicos” em Mammoth Cave pode ampliar esse fluxo, gerando receitas para hotéis, guias e serviços de transporte.
Universidades também enxergam potencial: projetos de escavação de longo prazo costumam atrair bolsas federais e parcerias privadas, como ocorreu após a descoberta de fósseis de mamute em Dakota do Sul em 2021, que rendeu US$ 4 milhões em patrocínios acadêmicos.
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Crédito da imagem: Divulgação / Serviço Nacional de Parques dos EUA