Exportadores de carros, aeropeças e chocolate ganham acesso inédito ao Oriente Médio
Governo do Reino Unido – Em anúncio feito em 20 de maio, Londres confirmou um tratado comercial avaliado em US$ 5 bilhões por ano com o Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), prometendo fôlego extra para as empresas britânicas em meio à escalada geopolítica no Irã.
- Em resumo: 93% das tarifas sobre produtos britânicos serão eliminadas já na entrada em vigor do acordo.
Alívio tarifário imediato impulsiona setores estratégicos
Automóveis, aeropeças, eletrônicos e alimentos terão tarifas zeradas, o que pode reduzir custos e ampliar margens de lucro, segundo projeções citadas pela Reuters. Só em taxas alfandegárias, a economia pode chegar a 580 milhões de libras em dez anos.
“O anúncio envia um sinal claro de confiança, dando aos exportadores britânicos a certeza de que precisam para planejar o futuro”, afirmou o ministro do Comércio, Peter Kyle.
Por que o acordo importa para a macroeconomia e para o seu bolso?
Desde o Brexit, o Reino Unido busca novos parceiros para compensar perdas na Europa. O CCG, bloco que concentra 30% das reservas mundiais de petróleo, responde por uma das maiores demandas globais por bens de alto valor agregado. Com a tensão no Irã pressionando a oferta de energia, o pacto ajuda Londres a diversificar destinos e receitas, reduzindo riscos cambiais e de abastecimento.
Do lado doméstico, a libra esterlina opera sob volatilidade causada pela inflação de dois dígitos registrada no início do ano. Ao ampliar superávit comercial, o acordo tende a fortalecer a moeda e aliviar pressões sobre os juros, refletindo em financiamentos mais baratos para consumidores e pequenas empresas.
O que você acha? O corte de tarifas vai realmente baratear produtos britânicos ou o ganho ficará apenas nas margens das empresas? Para mais análises do mercado internacional, visite nossa editoria de Mercado Financeiro.
Crédito da imagem: Divulgação / AP Photo/Frank Augstein