Ultimato de Washington eleva risco de volatilidade no petróleo e nos mercados
Estados Unidos – Em declarações recentes, a Casa Branca indicou que as tratativas com Teerã chegaram à “fase final”, mas alertou que uma recusa iraniana poderá desencadear “coisas um pouco desagradáveis”. A sinalização aumenta a aversão a risco justamente quando investidores monitoram inflação global e decisões de juros.
- Em resumo: Trump ameaça retomar ataques caso o Irã rejeite o pacto e a tensão pode pressionar commodities energéticas.
Pressão militar volta ao radar após cessar-fogo de seis semanas
O presidente americano disse ter “chegado perto” de ordenar nova ofensiva desde que suspendeu a Operação Fúria Épica há seis semanas. Apesar de reafirmar preferência por uma saída diplomática, o republicano avisou que não descartará força militar. Segundo o vice-presidente J.D. Vance, já existe um “plano B” para restaurar a campanha bélica, reforçando o clima de incerteza. A escalada ocorre enquanto o ministro do Interior do Paquistão atua como intermediário para destravar avanços, aponta a Reuters.
“Ou teremos um acordo ou faremos coisas desagradáveis. Prefiro poucas mortes a muitas”, declarou Trump a repórteres.
Impacto potencial: petróleo, inflação e ativos de risco
Historicamente, cada acirramento entre EUA e Irã tende a encarecer o barril de Brent, já que o país persa detém cerca de 9% das reservas globais, segundo a Opep. Em 2020, por exemplo, a simples ameaça de sanções fez a cotação saltar 4% em um único pregão. Uma alta semelhante agora poderia reavivar pressões inflacionárias, complicando a trajetória de cortes de juros que o Federal Reserve vem sinalizando para o segundo semestre.
Analistas lembram ainda que o Irã prometeu retaliar além do Oriente Médio se houver novo ataque. Esse cenário ampliaria o prêmio de risco nos mercados emergentes, deslocando fluxo para Treasuries e dólar e potencialmente enfraquecendo moedas como o real.
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Crédito da imagem: Divulgação / Getty Images