Alta nos custos fixa pressão sobre caixa de lojistas e escritórios
FipeZAP – O aluguel de salas e conjuntos comerciais avançou 0,89% em março, ritmo que já supera a inflação do período e reforça a conta fixa das empresas em plena fase de juros elevados.
- Em resumo: aluguéis comerciais acumulam 10,23% de alta em 12 meses, mais que o dobro do IPCA (4,14%).
Salvador lidera corrida de preços; São Paulo mantém valor mais caro
Entre as 10 capitais monitoradas, Salvador deu um salto de 3,70% em apenas um mês, seguida por Curitiba (1,97%) e Rio de Janeiro (1,55%). Em São Paulo, ainda que o avanço tenha sido mais contido (0,55%), o metro quadrado segue no topo, a R$ 60,31 — cenário que, segundo analistas ouvidos pela Reuters, tende a permanecer enquanto a taxa de vacância cair.
No acumulado anual, as três maiores valorizações são Salvador (17,61%), Brasília (15,82%) e Rio (15,48%), indicando pressão disseminada no país.
Rental yield sobe para 7,35% ao ano, mas Selic ainda ofusca
O retorno médio dos imóveis comerciais chegou a 7,35% ao ano em março, ultrapassando o rendimento de unidades residenciais (6,05%). A cifra, porém, fica atrás do patamar atual da taxa Selic, que permanece na casa dos dois dígitos, mantendo a renda fixa como competidora relevante para o capital do investidor.
Empresas revêm estratégia presencial em meio a juros altos e desaceleração
Além do custo imobiliário, companhias lidam com a desaceleração da atividade global e crédito mais caro. Mesmo assim, o menor índice de vacância nos principais polos e a necessidade de espaços bem localizados pós-pandemia sustentam a nova fase de preço — um ciclo que, historicamente, se estende enquanto o PIB volta a acelerar.
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