Nova dupla de comando corre contra o relógio para evitar aperto de caixa
Petrobras – A estatal assinou, em 23/4, um pacto de controle compartilhado com o fundo Shine I FIP, da IG4 Capital, enterrando anos de impasse sobre o futuro da maior petroquímica da América Latina e abrindo caminho para uma troca completa de gestores já na assembleia de 29 de abril.
- Em resumo: IG4 assume 50,11% das ON e divide decisões estratégicas, enquanto US$7,5 bi de dívida líquida ameaçam caixa.
Transição de comando esquenta bastidores
O acordo garante paridade nas indicações para conselho e diretoria. O economista Helcio Tokeshi, sócio da gestora, será o novo CEO, e Carlos Brandão assumirá as finanças. Já a presidência do conselho deve ficar com um nome apontado pela Petrobras, possivelmente Magda Chambriard. Segundo a Reuters, a nova composição mira decisões por consenso para estancar a sangria operacional.
“A dívida líquida da Braskem encerrou 2025 em US$ 7,5 bilhões, enquanto o endividamento bruto corporativo soma US$ 9,4 bilhões.”
Pressão financeira pode ditar ritmo de investimento
A companhia negocia um standstill com credores para evitar default e cogita recuperação extrajudicial. O desafio ocorre num momento de margens apertadas na indústria petroquímica global, afetada pelo recuo nos preços da nafta e pela desaceleração chinesa. No Brasil, a Selic alta encarece rolagem de passivos, e a desvalorização cambial de 2023 elevou custos de dívida em dólar.
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Crédito da imagem: Divulgação / Braskem