Oferta de planos fora de SP e RJ vira aposta de expansão acelerada
SulAmérica – A operadora de saúde, controlada pela Rede D’Or, traçou recentemente a rota para atingir R$ 35 bilhões em receita já em 2026, apostando em produtos regionalizados que cabem no bolso de empresas e famílias do chamado “Brasil profundo”.
- Em resumo: mais de metade do crescimento projetado virá de contratos fora dos grandes centros, com tíquete menor, mas alta escala.
Por que sair do eixo Rio-SP pesa na receita
Nos cálculos da companhia, municípios de médio porte oferecem custos médicos até 20% inferiores aos praticados na capital paulista, segundo executivos citados pelo Valor Econômico. Ao mesmo tempo, o número de empresas que migram do SUS para a saúde suplementar cresce, criando demanda por coberturas mais básicas, mas sem carência.
Responsável por quase 60% da receita da Rede D’Or em 2025, a SulAmérica quer “escapar da guerra de preços dos grandes centros e capturar volume onde a concorrência ainda engatinha”, afirma fonte próxima ao plano estratégico.
Setor de saúde suplementar ganha força no interior
O movimento ocorre em um mercado aquecido: dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar mostram que o país fechou 2023 com 50,8 milhões de beneficiários, o maior número desde 2014. A expansão foi puxada justamente por regiões fora das capitais, sinalizando espaço para novos entrantes e para a estratégia da SulAmérica.
Economistas lembram que, enquanto a inflação médica avança acima do IPCA, o recuo da taxa Selic reduz o custo de capital para investimentos em clínicas e hospitais regionais, facilitando a criação de redes credenciadas – peça-chave para manter a sinistralidade sob controle.
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Crédito da imagem: Divulgação / SulAmérica