Parceria pode driblar tarifas de 100% e mudar o jogo para elétricos
Ford Motor – A montadora de Detroit voltou a conversar “recentemente” com a chinesa Geely para licenciar tecnologia elétrica nos Estados Unidos, possibilidade que, se avançar, romperia a blindagem que hoje protege o mercado americano contra rivais asiáticos.
- Em resumo: Geely vê na Ford o atalho para entrar no 2º maior mercado automotivo do planeta.
Tarifas altas e retórica protecionista no radar
Atualmente, carros fabricados na China pagam tarifa de 100% nos EUA, além de restrições a softwares conectados. Segundo análise da Reuters sobre o pacote de tarifas de Joe Biden, a medida visa proteger 650 mil empregos diretos no setor automotivo norte-americano.
“Qualquer cooperação nos Estados Unidos é politicamente sensível”, reconhecem fontes próximas às negociações entre as duas empresas.
Por que a Geely insiste, e o que a Ford ganha
A Geely, segunda maior fabricante chinesa atrás da BYD, aposta em veículos elétricos e híbridos até 30% mais baratos que equivalentes americanos, amparados por subsídios de Pequim. Para a Ford, o acesso a baterias de última geração e plataformas modulares da parceira pode reduzir custos num momento em que margens encolhem devido à alta dos juros e ao choque de matérias-primas.
Especialistas lembram que o Inflation Reduction Act, aprovado em 2022, condiciona créditos de até US$ 7.500 a componentes não chineses. Caso a tecnologia da Geely seja produzida em fábricas europeias da Ford – como a planta de Valência, na Espanha – o acordo pode contornar parte das exigências fiscais sem violar as regras de origem.
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Crédito da imagem: Divulgação / Ford Motor Company