Pressão de commodities e cautela externa alimentam nova retração
Ibovespa – O principal índice da B3 encerrou o pregão da última sessão em baixa pela quinta vez consecutiva, refletindo giro fraco e aversão global ao risco, enquanto o dólar terminou praticamente estável, ainda cotado abaixo de R$ 5.
- Em resumo: queda do Ibovespa contrasta com subida do petróleo e dólar segue limitado a R$ 4,99.
Petróleo dispara e eleva receio inflacionário
Os contratos do Brent avançaram mais de 3%, atingindo o maior preço em cerca de um mês, segundo dados da Reuters. A valorização reforça a preocupação com pressões de custo para setores de transporte e energia, aumentando o prêmio de risco no mercado acionário brasileiro.
O barril do Brent fechou a US$ 86,24, nível que não era visto desde 18 de agosto, em meio à expectativa de manutenção dos cortes de oferta pela Opep+.
Juros futuros e agenda local ampliam a cautela
No mercado de renda fixa, as taxas dos DIs voltaram a subir, acompanhando a alta dos rendimentos dos Treasuries nos EUA e a leitura de que o Banco Central pode adotar postura mais conservadora nas próximas decisões. A combinação de dólar comportado e petróleo forte coloca a autoridade monetária em posição delicada: reduzir Selic sem reacender a inflação.
Nos bastidores, gestores lembram que o Ibovespa já acumula queda de mais de 7% desde o pico de julho. Historicamente, recuos seguidos desse porte costumam anteceder períodos de maior volatilidade, sobretudo quando restam incertezas fiscais e monetárias em Brasília.
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Crédito da imagem: Divulgação / B3