Receita histórica contrasta com frustração de analistas
American Airlines – Na divulgação mais recente de resultados, a companhia aérea reduziu o prejuízo trimestral, mas não entregou o ganho por ação esperado, levantando dúvidas sobre a velocidade da recuperação da margem em meio a custos de combustível mais altos.
- Em resumo: prejuízo de US$ 382 mi e receita recorde de US$ 13,9 bi não bastaram para agradar Wall Street.
Guidance ambicioso sustenta otimismo do management
A empresa projeta crescimento de receita entre 13,5% e 16,5% no segundo trimestre e lucro ajustado que pode chegar a US$ 0,20 por ação. Segundo o CEO Robert Isom, a demanda permanece “forte” e coloca a operação “no caminho para outro recorde” – avaliação endossada pelo salto de 10,8% na receita anual. Dados detalhados podem ser conferidos na Reuters.
A dívida total recuou para US$ 34,7 bi, o menor nível desde 2015, enquanto a liquidez fechou em US$ 10,8 bi.
O que pesa no valuation: combustível caro e juros altos
Mesmo com a reabertura global consolidada, o preço do querosene de aviação subiu mais de 20% em 12 meses, comprimindo margens no setor. Além disso, o custo de capital continua elevado após sucessivos aumentos de juros pelo Federal Reserve, tornando o serviço da dívida – ainda superior a US$ 30 bi – um ponto de atenção para investidores.
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Crédito da imagem: Divulgação / American Airlines