Nova ofensiva agrícola pode baratear a caneca de cerveja no curto prazo
Embrapa – A estatal de pesquisa agropecuária lidera estudos que podem pôr fim à dependência externa de lúpulo, ingrediente que hoje precisa ser 99% importado, elevando custos para cervejarias e, por tabela, para o consumidor.
- Em resumo: Brasil testa cultivos comerciais de lúpulo para reduzir a importação quase total do insumo.
De onde vem o paradoxo do lúpulo
Mesmo sendo o terceiro maior mercado de cerveja do planeta, o País gasta milhões de dólares por ano trazendo lúpulo da Alemanha e dos Estados Unidos, segundo dados compilados pela Reuters. A planta exige clima temperado, o que, até pouco tempo, inviabilizava a produção em larga escala abaixo do Equador.
Apenas 1% do lúpulo usado pelas cervejarias nacionais é cultivado em solo brasileiro, mostram números da Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva).
Clima, câmbio e rentabilidade: o que está em jogo
Com novas cultivares adaptadas a temperaturas mais altas e incentivos de estados como Santa Catarina e Minas Gerais, analistas projetam que a participação do lúpulo doméstico pode saltar para 12% até 2028. Caso o plano vinge, o setor deve economizar em frete internacional – hoje pressionado pelo câmbio e pelo custo do diesel marítimo – e ganhar uma proteção natural contra oscilações do dólar, cenário que tende a beneficiar margens de micro e grandes cervejarias.
O que você acha? A independência do lúpulo pode realmente baratear a cerveja nas gôndolas? Para mais análises sobre o setor de bebidas e agronegócio, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / NeoFeed