Descoberta lança luz sobre a escalada de custos e abre nova frente para laboratórios
Universidade de Saúde e Ciência do Oregon (OHSU) – Pesquisadores identificaram que a proteína MYC, hiperativada na maioria dos tumores, não apenas acelera o crescimento do câncer: ela também organiza um “mutirão” de reparo do DNA danificado, ajudando as células a sobreviverem a quimioterapias que custam até R$ 60 mil por ciclo.
- Em resumo: MYC recruta proteínas de reparo do DNA, protege o tumor e reduz a eficácia dos tratamentos.
Como a MYC cria um escudo molecular
O estudo, publicado na revista Genes & Development, mostra que uma versão fosforilada da MYC migra para os locais de ruptura no DNA logo após a agressão química. Lá, a proteína atrai enzimas reparadoras, encurtando o tempo de dano irreversível – mecanismo detalhado em reportagem da Reuters.
“Se conseguirmos bloquear a função da MYC no reparo, tornamos a célula cancerígena vulnerável de novo”, resume Rosalie Sears, Ph.D., autora sênior do trabalho.
Impacto bilionário: mercado de inibidores em ebulição
A oncologia é o segmento que mais cresce na Big Pharma, movimentando US$ 185 bilhões anuais, segundo a IQVIA. A nova pista sobre o reparo de DNA pode destravar uma corrida por moléculas capazes de “desligar” o MYC sem afetar células saudáveis – jogo que já mobiliza gigantes como Roche e startups de biotecnologia com valuation acima de US$ 1 bilhão.
No paralelo, dados do Instituto Nacional do Câncer indicam que tumores pancreáticos – onde a atividade de MYC é explosiva – apresentam taxa de sobrevida de apenas 12% em cinco anos. Interromper o reparo de DNA pode elevar esse número e, ao mesmo tempo, reduzir desperdícios em quimioterapia que perde eficácia.
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Crédito da imagem: Divulgação / Getty Images