Estudo aponta reação de corte de gastos e caça a promoções pelos consumidores
Neogrid – A empresa de inteligência de mercado detectou que mais da metade da população entrou em 2026 com dívidas, sinalizando risco de freio no varejo e pressão extra sobre a inflação de serviços.
- Em resumo: 54% dos brasileiros iniciam o ano devendo; 69% pretendem reduzir compras por impulso.
Plano de sobrevivência: menos impulso, mais estratégia
Segundo o levantamento, 39% dos entrevistados já têm um plano para quitar as pendências, enquanto 15% ainda buscam saída. O aperto no bolso força priorização do essencial: 55% querem aproveitar promoções e 25% contam com alguma reserva. Dados semelhantes, compilados pela Reuters sobre o pico de endividamento das famílias, reforçam que o fenômeno não é isolado.
O estudo ouviu 1,2 mil consumidores de todas as classes; 76% citam cortes de custos como principal meta financeira em 2026.
Impacto macro: consumo mais fraco e desafio para a Selic
Com a taxa Selic ainda em patamar elevado após a última reunião do Banco Central, o espaço para alívio nos juros segue limitado. Analistas alertam que um consumo mais contido pode ajudar a segurar a inflação, mas também compromete a retomada do PIB. Em 2025, o varejo já havia perdido fôlego — o volume de vendas recuou 0,4% no último trimestre — e a tendência pode se intensificar caso o endividamento continue a bater recordes.
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