Descontos de 90% e teto de R$ 1.000 viram trunfo contra inadimplência
Caixa Econômica Federal – A nova etapa do Desenrola Brasil autoriza, desde a última segunda-feira, o saque de até 20% do saldo do FGTS (ou R$ 1.000, o que for maior) para abater dívidas bancárias contraídas até 31/01/2026, prometendo aliviar o bolso de até 70 milhões de brasileiros negativados.
- Em resumo: trabalhador de até cinco salários mínimos pode trocar parte do fundo por descontos de até 90% em cartões, cheque especial e CDC.
Como funciona a liberação do fundo e o que trava seu saldo
Coordenada pelo Ministério da Fazenda, a fase 2.0 do mutirão deve movimentar R$ 8,2 bilhões. O saque prioriza contas inativas e, uma vez usado, suspende temporariamente novos resgates do saque-aniversário até que o montante seja recomposto. Segundo dados compilados pela Reuters, a taxa de inadimplência no país encostou em 29,7% em abril, o maior nível desde 2020, cenário que pressionou o governo a acelerar a medida.
O programa impõe taxa máxima de 1,99% ao mês e permite parcelar o saldo restante em até 48 vezes, além de concentrar vários contratos em uma única operação.
Quem pode aderir e qual o impacto macroeconômico
Para entrar na iniciativa, o trabalhador precisa ter renda de até cinco salários mínimos (R$ 8.105 atuais) e atraso entre 91 e 720 dias. Em linha com o ciclo de cortes da Selic, que já acumula 250 pontos-base desde 2023, economistas calculam que a conversão de dívidas caras em parcelas mais baratas pode liberar quase R$ 10 bilhões ao consumo em 2026, impulsionando setores de varejo e serviços.
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Crédito da imagem: Divulgação / Ministério da Fazenda