Pesquisa da Anbima revela vulnerabilidade crescente em canais digitais
Anbima – A 9ª edição do Raio X do Investidor Brasileiro aponta que 34% da população adulta sofreu tentativa ou efetivo golpe financeiro em 2025, sinal amarelo que pode encarecer crédito, aumentar custos bancários e pressionar o bolso do consumidor num ano de juros ainda elevados.
- Em resumo: um em cada três brasileiros caiu – ou quase caiu – em fraudes digitais no último ano.
Links falsos lideram o ranking de armadilhas
De cada dez vítimas, quase metade clicou em e-mails, SMS ou mensagens de rede social que imitavam bancos e instituições financeiras, segundo a Reuters. Compras em sites inexistentes, clonagem de WhatsApp, boletos adulterados e cartões replicados completam a lista, todos se beneficiando da maior digitalização dos meios de pagamento.
15% dos entrevistados citaram links fraudulentos como o golpe mais comum; boletos e cartões clonados aparecem empatados em 5%, mostram os dados da Anbima/Datafolha.
Jovens de alta renda estão no centro do alvo
Contrariando o senso comum, a exposição é maior entre millennials (40%) e integrantes da Geração Z (38%). O recorte de classe também pesa: 47% dos brasileiros na faixa AB relataram fraudes, reflexo do uso intenso de carteiras digitais, PIX e aplicações on-line.
O contexto ajuda a explicar: o Banco Central contabilizou recorde de 41 bilhões de transações via PIX em 2025, volume 75% superior ao de 2024. Quanto maior a movimentação eletrônica, maior a superfície de ataque para quadrilhas especializadas, que já geram perdas globais estimadas em US$ 55 bilhões, de acordo com a consultoria McKinsey.
Há, porém, um dado alentador. A mesma pesquisa indica 8,7 milhões de potenciais novos investidores em 2026, o que reforça a importância de educação financeira e autenticação em dois fatores para proteger patrimônio, sobretudo quando assistentes de Inteligência Artificial já são fonte de informação para 9% dos aplicadores.
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Crédito da imagem: Divulgação / Canva