Desconto federal trava parte do reajuste e segura o preço nas bombas
Petrobras – Na última quinta-feira (28), a estatal reajustou o preço da gasolina A em R$ 0,48 por litro após 122 dias, mas o subsídio de R$ 0,44 bancado pelo governo limitou o repasse às distribuidoras a 1,5%, ou R$ 0,04.
- Em resumo: para o consumidor, o aumento máximo previsto é de até R$ 0,03 por litro na gasolina C.
Subvenção reduz impacto imediato, mas não zera a defasagem
Com a ajuda da subvenção, o preço médio da gasolina A sai de R$ 2,57 para R$ 2,61. Ainda assim, a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) calcula uma diferença de 55% entre o valor doméstico e as cotações internacionais, o que abriria espaço para alta adicional de R$ 1,37 por litro, segundo dados divulgados à Reuters.
A parcela da Petrobras no preço final ao consumidor passa de R$ 1,80 para R$ 1,83 por litro, variação residual de R$ 0,03, mantendo o combustível 27,6% mais barato que em 31/12/2022.
Pressão cambial e do Brent pode acionar novos reajustes
Apesar do corte no PPI adotado em maio, a escalada recente do barril do Brent acima de US$ 90 e a valorização do dólar voltam a elevar os custos de importação. Analistas lembram que, sempre que a defasagem supera 10%, o histórico mostra repasses graduais para evitar perdas na refinaria e risco de desabastecimento. Uma nova alta poderia adicionar pontos ao IPCA e complicar a estratégia do Banco Central de baixar juros.
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Crédito da imagem: Divulgação / Petrobras