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Investimentos

Lucro da Berkshire dispara 120% e caixa ultrapassa US$ 390 bi

Última atualização: 05/02/2026 10:56 pm
Lucas Cezário
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Primeiro balanço sem Buffett testa nova liderança e anima investidores

Berkshire Hathaway — Na divulgação recente do 1º trimestre de 2026, o conglomerado exibiu ganhos explosivos e uma montanha de liquidez, reforçando que a troca de comando para Greg Abel mantém a capacidade de fogo que sempre atraiu Wall Street.

Índice de Conteúdos
  • Primeiro balanço sem Buffett testa nova liderança e anima investidores
  • Salto de resultados garante fôlego para aquisições bilionárias
  • Liquidez recorde amplia poder de barganha em cenário de juros altos
  • Em resumo: lucro líquido salta para US$ 10,1 bi (+120%) e caixa alcança US$ 390 bi.

Salto de resultados garante fôlego para aquisições bilionárias

O desempenho foi divulgado dias antes da tradicional assembleia de acionistas em Omaha e impressionou até analistas céticos. De acordo com dados compilados pela Reuters, o lucro operacional atingiu US$ 11,3 bi (+18%), enquanto a receita avançou 4,4%, sustentada por seguros e ativos industriais.

“A cultura é a base da Berkshire e seguirá após a saída de Buffett”, frisou o CEO Greg Abel durante o encontro anual.

Liquidez recorde amplia poder de barganha em cenário de juros altos

A reserva de US$ 380 bi em caixa e Treasuries — quase o PIB de países como Dinamarca — dá à Berkshire autonomia para capturar distorções de preço sem recorrer a dívida. Em tempos de juros ainda elevados nos EUA e incerteza sobre cortes pelo Fed, ter bala na agulha torna-se vantagem competitiva.

Para investidores, o número é duplamente relevante: além de sinalizar disciplina financeira, indica que Greg Abel poderá repetir a estratégia “caçadora” de Buffett em períodos de crise, quando ativos de qualidade ficam descontados. Vale lembrar que, na crise de 2008, a Berkshire investiu mais de US$ 15 bi em bancos e colheu lucros robustos anos depois.

Outro destaque foi o portfólio de ações, avaliado em US$ 288 bi. A Apple, comprada por cerca de US$ 35 bi há dez anos, já rendeu US$ 185 bi em valorização e dividendos — prova de que a tese de longo prazo segue intacta mesmo após a saída de Buffett do comando.

O pano de fundo macro também ajuda: com a economia norte-americana crescendo 2,4% no primeiro trimestre e a inflação convergindo para 3%, empresas com fluxo de caixa previsível — caso das participações da Berkshire em Coca-Cola, American Express e Chevron — tendem a navegar melhor a volatilidade.

O que você acha? A Berkshire vai aproveitar a liquidez para novas aquisições ou reforçar recompras de ações? Para mais análises sobre gigantes do mercado, acesse nossa editoria especializada.


Crédito da imagem: Divulgação / Berkshire Hathaway

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Feito PorLucas Cezário
Especializado na cobertura ágil e em tempo real do cenário macroeconômico, Lucas acompanha de perto a Bolsa de Valores (B3), decisões sobre taxas de juros (Selic), inflação e flutuações cambiais. Com um olhar clínico para dados, ele entrega notícias factuais e de impacto direto, fundamentais para quem precisa se antecipar às tendências da economia brasileira e global.
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