Solicitações de códigos por telefone podem drenar todo o seu saldo
Banco Central – Golpistas estão se passando por atendentes de “setor antifraude” e, em questão de minutos, obtêm senhas e tokens que permitem zerar contas correntes, provocar rombos no cartão de crédito e até movimentar limites de PIX, segundo alertas divulgados recentemente pelo regulador.
- Em resumo: a fraude se apoia em ligações convincentes que pedem códigos SMS ou token para “cancelar” compras suspeitas.
Como os criminosos ganham sua confiança em segundos
O roteiro começa com um suposto aviso de compra suspeita e evolui para a solicitação de “confirmação de identidade”. De posse de dados vazados na internet, eles citam nome completo, CPF ou banco de relacionamento, tornando o contato ainda mais crível. Conforme levantamento do G1 Economia, as tentativas de fraude envolvendo engenharia social avançaram 35% no último ano.
De cada 10 clientes que atendem à falsa central, 3 acabam revelando algum dado sensível, segundo estimativa da Federação Brasileira de Bancos (Febraban).
Efeito cascata: do prejuízo individual ao impacto sistêmico
Além das perdas diretas, o aumento de ocorrências pressiona instituições a reforçar sistemas de autenticação, elevando custos operacionais. Em 2023, os bancos investiram R$ 30,7 bilhões em cibersegurança, valor 18% maior que em 2022, mostram dados da Febraban. O Banco Central, por sua vez, avalia limitar transações noturnas via PIX para mitigar riscos, medida que pode afetar a liquidez instantânea tão valorizada por usuários e negócios.
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Crédito da imagem: Divulgação / Banco Central do Brasil